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Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

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Sábado, 8 de setembro, foi o dia dos médicos formados antes de 2003 se submeterem à Prova de Título de Especialista em Endoscopia, Categoria Especial. O teste, aplicado em São Paulo/SP, recebeu 170 candidatos e tem como objetivo certificar profissionais cuja prática endoscópica ultrapassa oito anos.

 O presidente da Comissão de Título de Especialista, Dr. Paulo Bittencourt, conta que o concurso é demandado pela Associação Médica Brasileira (AMB) e que, por isso, não é realizado recorrentemente. “Inclusive, sua estrutura é diferente: a prova não conta com a fase prática; ou seja, consiste em teste teórico que avalia a atualização científica e conhecimento técnico dos candidatos. A média mínima para aprovação é a mesma do concurso regular, 70%”.

A prova teve duas etapas. Na primeira, foram apresentadas 60 questões de interpretação de imagens, com cinco alternativas relacionadas e apenas uma considerada correta. As repostas eram registradas por meio do token, mesmo sistema utilizado no curso Teste seus Conhecimentos Baseado em Evidências. Já na segunda fase, 40 perguntas objetivas teóricas conceituais, baseadas na literatura que constava no edital, foram expostas. Nesta, os candidatos usavam um caderno de questões e gabarito.

Durante a abertura, o presidente da SOBED, Dr. Flavio Ejima, revelou que a qualidade da prova é certificada pela mesma equipe responsável pela elaboração do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). “Por meio da Prova de Título de Especialista, regular e Categoria Especial, temos a oportunidade de mudar e melhorar a endoscopia brasileira”, disse. 

Ejima também falou sobre a possibilidade de conhecer outras realidades que vivem no mesmo Brasil. “Queremos trazer mais gente para a SOBED, gente que está trabalhando longe dos grandes centros e que prestou concurso para obtenção do título de especialista – por vezes, acostumamo-nos à realidade das capitais e demoramos a conhecer o que acontece nas regiões mais distantes e com menos recursos para a assistência em saúde”.