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Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

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A programação científica da DDW 2018, que aconteceu no início do mês nos Estados Unidos, foi rica e proporcionou um intercâmbio científico de qualidade. “Foram apresentados procedimentos simples, que não requerem grandes tecnologias, mas que podem mudar completamente a rotina de preparo do exame de colonoscopia, por exemplo. O italiano Alessandro Repici constatou em um estudo que, ao medicar o paciente com 200mg de Azul de Metileno no dia anterior do preparo do exame, a taxa de diagnóstico de adenoma aumenta significativamente ao realizar a colonoscopia. Isso pode impactar em escala mundial”, comenta o Dr. Tomazo Antonio Prince Franzini, coordenador de comunicação da SOBED.

 

Segundo Tomazo, as novas tecnologias também impactam no trabalho do endoscopista. Os exames realizados com softwares para identificação e mapeamento de lesões durante a colonoscopia foram um grande destaque na DDW. “Essa é uma tendência atual, que ainda está sendo estudada, mas o que se tem tentado criar é um banco de dados que permita, durante o exame endoscópico, ajudar o médico a fazer o diagnóstico de determinada lesão, se é maligna ou pré-maligna, entre outros fatores”, comenta sobre as tendências mais relevantes. 

Diversos outros trabalhos constataram o avanço da endoscopia globalmente, como estudos sobre a prevenção da progressão do Esôfago de Barrett e o uso mais frequente da colangioscopia com spyglass. Já na parte de ecoendoscopia, Tomazo aponta como uma tendência a disseminação da utilização da prótese LAMS (lumen-apposing metal stent).