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Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

Notícias

Foram atendidas cinco crianças e um adulto

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE) recebeu, em 8 de abril, o piloto do “Clínicas em Endoscopia”, projeto inédito idealizado pela Comissão Científica da SOBED. Realizando gastrostomias com kit inicial com sonda tipo button de baixo perfil, atendeu cinco crianças – quatro com microcefalia por infecção de Zika Vírus e uma com deformidade sindrômica importante – e um adulto com esclerose lateral amiotrófica.

Dr. Angelo Ferrari, presidente da Comissão Científica, explica que o objetivo é integrar ensino, relação com a indústria e papel social junto à população. A ideia é levar um expert da SOBED a locais onde outros médicos já exerçam a especialidade, para que estes façam os procedimentos sob supervisão do profissional indicado pela Sociedade. Assim, espera-se que aprimorem e aprendam novas técnicas já no seu ambiente de trabalho.

“Compreendemos que esta forma é mais efetiva do que obrigar endoscopistas a descolarem-se aos grandes centros para assistir aulas, por exemplo. Ao promovermos o workshop in loco, com seus recursos e limitações, proporcionamos melhor aprendizado”, atesta.

Educação, social e indústria

A iniciativa “Clínicas em Endoscopia” une essas três esferas em seu escopo. Inclusive, visa concentrar na SOBED a responsabilidade pela disseminação de novas tecnologias trazidas pelas empresas, beneficiando toda a sociedade sem o direcionamento produzido por uma ação de marketing. Em seu primeiro piloto, no HC-UFPE, o apoio foi da Boston Scientific, que disponibilizou os kits de gastrostomia.

Garante, ainda, treinamento e capacitação contínua de sócios da SOBED e de endoscopistas de todo o Brasil gratuitamente. “Conta também com amplo apelo social, por meio de auxilio aos que não teriam acesso a determinados tratamentos sem essa ação”, afirma Dr. Angelo Ferrari.

A seleção dos pacientes será feita pelos profissionais locais, frente à necessidade de procedimento que não ocorre por impossibilidade de aquisição de acessórios ou pela pouca experiência dos endoscopistas com a técnica em questão. “Queremos disseminar a endoscopia diagnóstica e terapêutica como opção real de tratamento a um número cada vez maior de médicos e pacientes”, destaca.

Proporção nacional

Todo centro que dispor de condições para execução do programa proposto, com, por exemplo, sala de endoscopia e de radiologia, além de apoio anestésico e para eventuais complicações, pode receber o “Clínica em Endoscopia”. O conceito inicial pede para que a demanda pelas incursões parta dos próprios endoscopistas, dirigindo-se pessoalmente à SOBED Nacional, por meio das regionais, ou encaminhando-se às empresas de produtos endoscópicos. Esses passos serão padronizados após a realização de mais cursos e debate com a indústria.

“Foi uma etapa piloto, o projeto ainda não está completamente delineado. Promoveremos uma ou duas Clínicas, em diferentes serviços, para identificarmos os pontos fracos e fortes. Estamos estudando a melhor forma de viabilizar vários desses cursos, que devem acontecer de uma a duas vezes ao mês, em diferentes pontos do País” informa o presidente da Comissão Científica da SOBED.

A SOBED indicará o profissional considerado hábil e suficiente para ensinar e treinar adequadamente os outros endoscopistas – a primeira edição foi coordenada pelo Dr. Angelo Ferrari.

Os próximos pilotos ainda não têm data e local definido. “Após essas outras incursões, elaboraremos e divulgaremos um cronograma, para que interessados solicitem ou sugiram uma Clínica em suas cidades e serviços, sempre com o intuito de aprimorar as habilidades de todos os endoscopistas nos diversos procedimentos que temos disponíveis”, conclui.