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Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

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Dia do Endoscopista: o profissional na linha de frente contra câncer colorretal

13/07/2017 . Por

Uma especialidade contra o câncer

 

O câncer colorretal figura como o segundo mais frequente entre as mulheres e o terceiro entre os homens em nosso País, e estima-se que até o final desse ano quase 30 mil pessoas sejam diagnosticadas com esta condição, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Também segundo o órgão, mais de 15 mil pessoas morrerão vítimas da doença. Esses números são ainda mais alarmantes quando se tem em mente que este é considerado um tipo de câncer altamente tratável e, quando identificado precocemente, a taxa de cura pode chegar a 90%.

A colonoscopia é a principal via para rastrear e prevenir a patologia, pois é capaz de identificar lesões pré-oncológicas no cólon e no reto, conhecidas como pólipos, além de removê-las durante o próprio procedimento. Existe, ainda, um grupo de risco ao qual o rastreamento deve ser realizado frequentemente: pessoas com mais de 50 anos; com familiar de 1° grau diagnosticado com doença tumoral no intestino; com manifestações de sangramento intestinal ou anormalidades diagnosticadas por outros exames de imagem.

Cabe ao médico estabelecer o período em que o paciente deve ser submetido ao exame, dependendo dos sintomas e dos achados. O especialista por trás da identificação do câncer de cólon e reto é o endoscopista, protagonista da área da medicina dedicada ao diagnóstico. “Nosso trabalho é direcionado ao combate e prevenção das doenças digestivas, atuando na identificação destes problemas e na conscientização da importância do diagnóstico precoce A avaliação endoscópica da porção superior ou inferior do aparelho digestivo pode ser realizada pela Endoscopia Digestiva Alta ou Colonoscopia, respectivamente. Estes exames permitem, por meio de uma detalhada avaliação do médico endoscopista, o diagnóstico de lesões que podem progredir para tumores que podem acometer diferentes órgãos do aparelho digestivo”, afirma Flavio Ejima, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED).

É com esse foco que a SOBED organiza ações voltadas à prevenção do câncer colorretal: os Mutirões de Colonoscopia da SOBED. Realizados pela Sociedade com apoio de serviços que são referência em saúde de diversas partes do País, os mutirões já passaram de sua 10ª edição. Ao todo, 928 pacientes já foram atendidos gratuitamente após triagem com o teste de sangue oculto nas fezes.

“Nessas iniciativas nós temos um papel social fundamental: conseguimos reduzir as filas locais do Sistema Único de Saúde para a realização desse procedimento, levando os melhores endoscopistas do País para diversas regiões brasileiras. Entretanto o maior impacto que esperamos causar é a conscientização da população sobre a importância do exame e também dos gestores públicos responsáveis pela saúde em ampliar a oferta do mesmo no SUS”, reforça Ejima.

A colonoscopia

O exame permite visibilizar o interior do reto, cólon e parte do íleo terminal (final do intestino delgado) por meio de um tubo flexível, introduzido pelo ânus, contendo em sua extremidade uma minicâmera que transmite imagens de alta definição, que podem ser fotografadas ou gravadas em vídeo. O exame é realizado sob sedação, com nenhum ou mínimo desconforto ao paciente.

“Muitos ficam com receio, acreditando que o processo será doloroso ou incômodo – o que é um mito. Esse é o questionamento mais recorrente, seguido das dúvidas referentes à sedação e do temor do pós-procedimento. É fundamental conversar com o médico e esclarecer todas as dúvidas, inclusive a respeito do preparo para o exame. O procedimento não deve ser tratado como um bicho de sete cabeças, haja vista que ele é primordial para identificar lesões e problemas que podem evoluir para câncer”, conclui o especialista.