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Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

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Desconforto abdominal, diarreia e prisão de ventre podem ser sintomas da síndrome do intestino irritável

25/05/2015 . Por Vivacom

Doença atinge cerca de 10% a 15% da população e deve ser minuciosamente investigada pelo médico 


A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) alerta sobre a síndrome do intestino irritável (SII), distúrbio funcional do trato digestivo caracterizado por desconforto abdominal, diarreia e/ou prisão de ventre, em referência ao Dia Mundial da Saúde Digestiva, 29 de maio. Segundo dados do Consenso Nacional sobre Síndrome do Intestino Irritável, a doença acomete cerca de 10% a 15% da população. A síndrome é retratada no filme Quero ficar com Poly, no qual o personagem do ator Ben Stiller sofre da síndrome, e é a segunda causa mais frequente de falta ao trabalho, só perdendo para o resfriado.

Segundo a presidente estadual da SOBED de Minas Gerais, Christiane Soares Poncinelli, existem algumas possíveis causas para a doença: "Fatores psicológicos como ansiedade, variações de humor, preocupações com dieta, depressão, limitações da atividade sexual e distúrbios do sono".

Para o médico identificar a SII, é necessário estar atento às manifestações individuais de cada paciente, sendo a relação médico-paciente fundamental. "Realizar uma avaliação minuciosa do paciente com suspeita de síndrome do intestino irritável é essencial. Nessa fase, o histórico de vida, situação psicossocial, condições socioeconômicas e estado emocional devem ser avaliados", conta Christiane. Ela explica que existem opções de medicamentos para o tratamento e que a avaliação de um especialista é fundamental.

Além disso, a especialista lembra que fatores na alimentação também devem ser levados em consideração. "Alimentos gordurosos, ingestão de álcool, alimentos ricos em cafeína e picantes são alguns exemplos que devem ser suspensos ou restritos na alimentação de quem possui o distúrbio."

Detecção

Para o diagnóstico da SII, não existe um exame específico. De acordo com Christiane, o diagnóstico é eminentemente clínico. "Apesar disso, alguns pacientes devem ser orientados a se submeter a exames com o intuito de exclusão de doenças orgânicas. " Pacientes com idade acima de 50 anos e com quadro clínico de início recente devem realizar o rastreamento do câncer colorretal, por meio da pesquisa de sangue oculto nas fezes ou preferencialmente o exame de colonoscopia. O surgimento de 'sintomas ou sinais de alarme' como sangramento, febre, massas abdominais palpáveis e perda de peso sem causa fazem o especialista ficar atento à possibilidade de haver alguma doença orgânica e merecem exames complementares.

Informações à imprensa:
RS Press

(11) 3875-6296
Raquel Ribeiro - raquelribeiro@rspress.com.br
Nicolli Oliveira - nicollioliveira@rspress.com.br