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Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

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Políticas públicas para prevenção e identificação do câncer colorretal poderiam aumentar a cura em até 90% dos casos

27/01/2015 . Por sobed

Exame de colonoscopia deve ser feito para diagnosticar a doença 


Como alerta para o Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) chama a atenção para o câncer de cólon e reto, segundo que mais acomete as mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama, e o terceiro mais incidente entre os homens, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 2014. Só no ano passado, a estimativa era de que fossem diagnosticados 32,6 mil novos casos.

De acordo com o endoscopista Lix Oliveira, da SOBED, faltam políticas públicas e conscientização popular mais eficaz para o diagnóstico precoce do câncer colorretal. "No Brasil, existem tentativas bem-vindas para a conscientização, porém, são isoladas, sem mobilização nacional. Em países da Europa, nos EUA e Ásia, que tentam uma conscientização maciça da população sobre o rastreamento do câncer colorretal, existe essa preocupação, pois se entende que o custo para a saúde pública é bem menor com a prevenção", expõe. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças não transmissíveis como câncer e diabetes causam 38 milhões de mortes por ano, das quais 16 milhões poderiam ser evitadas com medidas preventivas.

Segundo Oliveira, o exame de colonoscopia é considerado o padrão ouro na detecção do câncer colorretal, e se diagnosticado precocemente esse tipo de câncer tem chances de cura em mais de 90% dos casos. "A colonoscopia é capaz de detectar a lesão em estágio inicial, tornando possível a ressecção das lesões iniciais e dos pólipos adenomatosos, que são as lesões precursoras de uma boa parte dos cânceres colorretais", explica o endoscopista.

O exame permite a visibilização direta do interior do reto, cólon e parte do íleo terminal (final do intestino delgado), com o paciente devidamente sedado. "Se focarmos a prevenção da população iniciando aos 50 anos (idade considerada de risco médio para o aparecimento do câncer colorretal), podemos prevenir um grande número de mortes pela doença."