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Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

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Rio Grande do Sul tem baixo número de diagnósticos de câncer colorretal

20/03/2014 . Por Vivacom

Em Gramado, especialistas de todo o País e convidados internacionais debaterão a questão durante o VIII Simpósio Internacional


Estima-se que no Estado do Rio Grande do Sul, o câncer de cólon e reto acometeu cerca de 2.960 novos casos, de um total de 32.600 diagnosticados em todo o País no ano de 2013, o que corresponde a 9% dos casos, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). De acordo com a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), a baixa porcentagem se dá em razão deste tipo de câncer ter um número baixo de diagnósticos tanto no Brasil, quanto no Estado, o que diminui as chances de cura.


Em Porto Alegre a situação é semelhante ao restante do Estado, foram cerca de 900 novos casos de câncer de cólon e reto na capital, enquanto 10.510 foram diagnosticados nas demais capitais brasileiras. Para debater a respeito desta situação, cerca de 400 especialistas de todo o país e convidados internacionais participam do VIII Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva, em Gramado, entre os dias 21 e 22 de março, no Serrano Gramado Hotel.

Segundo o presidente da SOBED, João Carlos Andreoli, é necessário que sejam criadas políticas públicas para conscientizar a população e os profissionais da saúde para o diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que viabiliza a cura em até 70% dos casos. "Na maioria dos casos esse tipo de câncer é silencioso e assintomático, mas pode ser diagnosticado precocemente pelo exame de sangue oculto nas fezes e/ou por colonoscopia, o que aumenta a chance de cura dos pacientes, por isso é importante que existam campanhas como a do câncer de mama e a do câncer de próstata também voltada para o colón e o reto".

Sem considerar os tumores de pele não-melanoma, o câncer colorretal na região Sul é o terceiro mais frequente em homens, com 20,43 casos a cada 100 mil habitantes, e o segundo mais frequente em mulheres, sendo 21,85.

A neoplasia colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores é a detecção e a remoção dos pólipos antes deles se tornarem malignos.

Exame de sangue oculto nas fezes

Por ser um exame rápido e de baixo custo para a eficácia na prevenção, Andreoli explica que o teste é uma importante ferramenta de rastreamento deste tipo de câncer, por não ser invasivo e de maior aplicabilidade em termos populacionais. O exame é indicado para pacientes com mais de 50 anos. Caso haja histórico do câncer colorretal na família, é recomendável fazer o teste antes dos 40.

Sobre a Colonoscopia

Em caso de paciente que já apresente sintomas como sangramento anal, muco nas fezes e alteração do hábito intestinal, a colonoscopia é realizada como procedimento preventivo, diagnóstico e curativo.

Este exame permite a visualização direta do interior do reto, cólon e parte do íleo terminal (final do intestino delgado) por meio de um tubo flexível introduzido pelo ânus, contendo em sua extremidade uma minicâmera de TV que transmite imagens coloridas, podendo ser fotografadas ou gravadas em vídeo. O paciente é sedado, deitado em uma maca sobre seu lado esquerdo, possibilitando a passagem do endoscópio. "Durante o processo de varredura, é possível fazer a ressecção dos pólipos adenomatosos que são as protuberâncias que poderão virar tumores e câncer, o que possibilita a cura do paciente", conclui Andreoli.

Serviço:
VIII Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva

Quando: 21 e 22 de março
Horário: das 8h às 18h
Local: Serrano Gramado Hotel
Endereço: Av. das Hortênsias, 1480 - Gramado/RS
Informações: www.sobed.org.br